O quadro clínico é sugestivo, e frequentemente utilizamos o Escore de Eckardt para avaliar o grau de sintomas da Acalasia:

Os exames que confirmam o diagnóstico são:

– Raio-X contrastado de esôfago

Pode evidenciar dilatação do esôfago com o sinal do bico de pássaro no esôfago distal e o acúmulo de contrate no esôfago com tempo de esvaziamento esofágico lentificado. Utilizamos a Classificação de Rezende para classificar a acalasia:
Grau I
Esôfago hipotônico e presença de bolha gástrica (asterisco).
Grau II
Esôfago dilatado moderadamente e apresentando ondas terciárias frequentes (cabeças de setas).
Grau III
Esôfago dilatado e apresentando aspecto de “bico de pássaro” da cárdia (seta); as ondas terciárias estão presentes, porém com menor frequência.
Grau IV
Dolicomegaesôfago acinético e com aspecto de “bico de pássaro” da cárdia (seta)

– Manometria

É o exame com melhor acurácia diagnóstica para acalasia. Mostra aperistalse esofágica, aumento da pressão de basal e relaxamento incompleto ou ausente do Esfíncter Inferior do Esôfago (EIE). A manometria de alta resolução é a primeira escolha, uma vez que fornece informações mais detalhadas, permitindo a diferenciação das variantes da doença e estágios diferentes da mesma.

– Endoscopia Digestiva Alta

Pode ser normal nas fases iniciais, porém nos estágios mais avançados apresenta estase esofágica e aumento do calibre e tortuosidade do esôfago, e uma maior resistência à passagem do aparelho através da cárdia. É importante para excluir outras doenças que podem se apresentar com sintomas semelhantes, assim como realizar biópsias de áreas suspeitas. Pacientes com acalasia tem risco maior do que a população geral para desenvolver câncer de esôfago, e por esse motivo a endoscopia deve sempre ser realizada em pacientes durante investigação de disfagia.